sábado, 27 de junho de 2009

Arrocha

Arrocha é um ritmo musical originário da Bahia.
Ele veio proveniente da seresta, influenciado pela música brega e o estilo romântico, com modificações que o tornaram, segundo seus adeptos, mais sensual. Estilo musical originário da Bahia, nasceu no Distrito de Caroba na cidade de Candeias. Não é necessário ser tocado por uma banda completa. Normalmente são usados: um teclado arranjador, um saxofone e uma guitarra.
Trata-se de um movimento social focado nas classes inferiores. Assim como no Rio, os bailes de Arrocha acontecem geralmente em clubes sociais de bairros mais humildes de Salvador e das cidades do interior da Bahia e de outros estados do nordeste. Atualmente esse movimento começa a se espalhar também para o centro-sul do Brasil.
Por tratar-se de um estilo musical apreciado pela população da periferia, começou logo a ser recriminado pela parte elitizada da sociedade, que marginalizou o Arrocha rebaixando o ritmo/movimento restrito ao povo "ignorante das feiras populares". Esse foi o começo do Arrocha. Com sua popularização e, principalmente após um grande canal de TV do estado da Bahia ter realizado um festival nominado "Reino do Arrocha" "[1], no Parque de Exposições de Salvador, muitas emissoras de rádio chamadas "de elite" passaram a incluir em suas programações a "nova onda", como também é conhecido o ritmo musical. Muitos cantores se destacaram cantando Arrocha, como Nara Costa "[2], Silvano Salles, Márcio Moreno, Asas Livres, Grupo Arrocha, Tayrone Cigano, Toque novo , Sandro Lúcio,Latitude 10 Bonde do Maluco, Trio da Huanna, entre outros.
Hoje, assim também como o Funk no Rio, o Arrocha já conseguiu mais espaço na mídia e vem ganhando mais adeptos em outras classes sociais principalmente por se tratar de um produto que vende e que faz muito sucesso.
Como o irmão carioca, o Funk, ainda tem muito espaço a conquistar.

Arrocha! Surgido na cidade de Candeias, no Recôncavo Baiano, o arrocha - ritmo musical que tem arrastado multidões - reinventou antigos ritmos, com uma roupagem mais, digamos, moderna. É uma reinvenção da música brega, da seresta, do estilo romântico. Há cerca de três anos, a primeira aparição ao público. A dança, de embalo romântico, segue os mesmos passos da axé music, do samba, do samba reggae: foram criados pelo povo e são a cara da Bahia. E logo surgiram as estrelas: Nara Costa, "Rainha do Arrocha"; Márcio Moreno "Rei do Arrocha", Silvano Salles "O Cantor Apaixonado", e os grupos Arrocha e Asas Livres. O estilo conquistou público de classes sociais variadas, adolescentes, jovens e pessoas de mais idade. Agora, se preparam para um novo projeto, o "Reino do Arrocha", que promete levar 70 mil pessoas ao Parque de Exposições de Salvador, no mês de setembro.
Eles despontam entre os mais requisitados para shows, lideram execuções em rádios e vendagem de discos, mesmo na indústria da pirataria. Estes cinco precursores do novo ritmo musical se uniram. Divulgaram o arrocha nacionalmente em programas da Rede Globo, como Fantástico e Domingão do Faustão. Eles são a bola da vez. Lotam circos, parques de exposições, clubes e praças, tanto em Salvador quanto no interior da Bahia.
Para a cantora Nara Costa, que já foi vocalista da banda Didá, o sucesso aconteceu de forma inesperada, apesar de não fazer o mínimo esforço para agradar a mídia. "Tudo começou com uma brincadeira de barzinho. Um amigo me convidou pra cantar o arrocha. No início relutei um pouco, disse que meu negócio era MPB, mas acabou acontecendo, a gente montou o repertório começou a fazer o trabalho e a coisa chegou até aqui, como está hoje", conta entusiasmada. A "Rainha do Arrocha" acrescenta que as portas de fato estão se abrindo. "É ótimo, o público está aceitando o arrocha de forma muito positiva. É muito gratificante pra gente saber que ritmo está crescendo, que as pessoas estão aceitando bem esse ritmo e que cada vez mais portas se abrem para gente".A dançaA dança, dizem os mais experientes, é simples. Há quem diga ser muito sensual. Cada um tem a sua receita, junto ou separado. Existem também aqueles que preferem fazer a própria coreografia. O importante é participar do movimento. O cantor e compositor Márcio Moreno ensina: "A primeira tentativa é difícil mas, com uns 15 dias dançando, eu tenho certeza que se aprende. São dois passinhos: dois pra lá, dois pra cá, tcha, tcha, tcha. Apreendeu o básico é começar a rebolar com aquele jeitinho baiano e vai pegando o ritmo. O arrocha tem inúmeros passos, dá pra dançar agarradinho, dá pra dançar sozinho, dá pra pular, da pra fazer o que quiser..."
Há pessoas que ainda confundem ritmos, inventam danças, recriam coreografias. Para estas pessoas, o cantor Silvano Salles define qual a diferença entre o arrocha e a seresta. "A diferença é que seresta é mais lentinho (risos). Como antigamente tinha aquela dança de salão, a galera dançava solto, entendeu? O arrocha é um negócio mais pra frente, mais apertado. Foi uma dança, um estilo que surgiu lá em Candeias" diferencia. Sobre a divulgação do arrocha pelo Brasil, Silvano Salles acredita que é apenas uma questão de tempo, principalmente depois ter conquistado a Bahia e com a aparição em programas nacionais de TV. "É um estilo que já é sucesso na Bahia e agora estamos trabalhando para transformar num sucesso nacional. É 100%! Hoje, a divulgação do arrocha na Bahia é muito boa, porque antigamente, quem curtia seresta eram só pessoas da classe baixa. Hoje não! O arrocha é para pessoas de classe baixa, classe média, classe alta. Todos estão escutando o arrocha."
Modismo? Sucesso momentâneo? A Bahia é um estado muito rico musicalmente, com artistas criativos, para todos os gostos. Aqui convivem pacificamente todos os estilos. O certo é que este novo ritmo, que já conquistou as províncias baianas, atingindo várias camadas sociais, prepara-se agora para vôos mais altos, rompendo as fronteiras da Bahia. Então, para quem ainda está de fora ou não conhece as músicas, é só colocar um CD e sair dançando por aí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário